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Sexta-feira, 24 de novembro de 2017 -

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Osvaldo Timóteo
 /  São José da Laje  /  Mata Atlântica  /  Localização

Em 1986, Osvaldo Timóteo iniciou um belíssimo trabalho. Abdicou da exploração e comercialização da cana-de-açúcar e gado para a construção de um grande sonho, um desafio no qual sua dedicação é total e exclusiva: reflorestar sua propriedade para fazer ressurgir a Mata Atlântica.

Desde 22 de novembro de 2007, em sua Fazenda Santa Maria, estão reconhecidos por lei 22,34 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN), com fins sustentáveis para o reflorestamento e preservação da Mata Atlântica.

Segundo Osvaldo Timóteo, a defesa pela natureza só está começando...

Como tudo começou


O visionário Osvaldo nasceu na Fazenda Vázea Bonita, em São José da Laje, no dia 28 de fevereiro de 1930. Começou a trabalhar aos sete anos de idade na roça com seus pais agricultores, para ajudar a manter a família. Com 20 anos de idade, com o dinheiro que havia conquistado trabalhando no comércio, em Maceió, montou uma pequena mercearia em São José da Laje. Lá, em 1953, casou-se com Irene Alves e juntos tiveram 10 filhos.


Osvaldo tinha um sonho desde sua infância. Como filho de agricultores, desejava ter um pedacinho de terra, onde pudesse plantar e colher, uma casa para morar e uma mata para abrigar animais silvestres, aves e pássaros.

Em 1978, pouco antes de se aposentar, decidiu comprar a Fazenda Santa Maria, na BR 104, Km 17, no mesmo município. No início, cultivou, de forma exemplar, fruticultura, horticultura, milho e agricultura diversificada, em uma parte de sua propriedade. Por isso, em 1983 e 1984, foi reconhecido e eleito Agricultor Modelo, recebendo dois diplomas e duas medalhas do Ministério da Agricultura.

No entanto, no ano de 1986, Osvaldo ficou sensibilizado com as causas ambientais ao ver a região da Mata Atlântica se transformar em pasto para gado, plantação de cana e ao notar os rios secarem. Tornou-se, desde então, um visionário das causas ambientais, mudando radicalmente seus objetivos.

Decidiu encerrar suas atividades agropecuárias para se dedicar exclusivamente na recuperação da Mata Atlântica em sua propriedade coberta por canaviais. Ele vendeu parte da propriedade e decidiu recuperar 55 hectares com o reflorestamento da Mata Atlântica.

Então, começou a plantar em sua propriedade mudas de plantas típicas da região da Mata Atlântica. Assim, essas espécies nativas começaram a brotar naturalmente e os animais silvestres, aves e pássaros foram ressurgindo ao habitat. Orgulhoso de sua ação, ele destaca a importância da preservação e conservação da natureza. Cerca de 20 mil árvores de diversas espécies já foram plantadas por seu Osvaldo, com a ajuda de sua família.

Vale salientar que há 22 anos não havia uma consciência ecológica tão em evidência como atualmente. Osvaldo Timóteo tornou-se mais ainda um ser humano admirável por sua dedicação e amor pela causa ambiental.

O título RPPN


No dia 28 de fevereiro de 2005, Osvaldo, com ajuda primorosa da esposa, filhos e netos, abriu a reserva ao público. Neste dia, para comemorar seus 75 anos, foi fincado à Pedra Fundamental o nome Reserva Ecológica Osvaldo Timóteo, localizada na sua Fazenda Santa Maria. Clique aqui e assista ao vídeo de inauguração.

No dia 22 de novembro de 2007, recebeu do Instituto do Meio Ambiente  (IMA), o título de RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Nacional), publicado em Diário Oficial do Estado. Com o apoio fundamental da Amane juntamente com a Associação Macambira.

Hoje, metade de suas terras (22,34 hectares) já faz parte da RPPN, visando conciliar ao mesmo tempo o ecoturismo e a conservação do meio ambiente.

Agora, aos 78 anos de idade, ele pretende ampliar em sua reserva a reflexão e ação a cerca da preservação do meio ambiente a partir do Ecoturismo e do projeto SOS Ecologia.

Incentivo à família

Seu Osvaldo, em 1986, reuniu a família e disse “a partir de hoje eu vou desativar tudo, o gado, a cana; vou construir o meu grande sonho: fazer ressurgir a mata atlântica para abrigar animais silvestres, aves e pássaros”. Envolveu toda a família (sua esposa Irene Alves, 10 filhos, dezoito netos e cinco bisnetos) no projeto de restauração da Mata Atlântica, tornando-se atualmente referência na área ambiental no estado.

O talento de cada integrante da família é posto à disposição da causa ambiental, buscando promover atividades e eventos socioambientais para sensibilizar visitantes e pesquisadores, além de capacitar comunidades locais e a sustentabilidade da RPPN.